ChatGPT Ads chega à Europa (e Portugal está na lista)

Utilizador a usar o ChatGPT Ads

Mais uma semana, mais um anúncio da OpenAI. 

Desta vez não é um modelo novo nem uma funcionalidade que promete mudar tudo outra vez: é publicidade. A OpenAI confirmou que o ChatGPT Ads vai chegar a 31 mercados europeus na última semana de agosto de 2026, a maior expansão do programa desde que arrancou, em fevereiro, com um piloto nos Estados Unidos.

E sim, Portugal está na lista, ao lado de Alemanha, França, Espanha, Itália, Suécia, Noruega, Dinamarca, Países Baixos, Irlanda, Bélgica, Áustria, Polónia e República Checa, entre outros.

Vale a pena parar aqui um segundo, porque há uma distinção que se perde facilmente na euforia da notícia. Uma coisa é o mercado onde os anúncios vão aparecer aos utilizadores do ChatGPT. Outra, bem diferente, é o mercado onde uma empresa consegue abrir conta de anunciante.

Nesta fase inicial, só empresas registadas num grupo restrito de países (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul, Brasil e, parcialmente, México) conseguem montar campanhas diretamente.

Para o resto, Portugal incluído, o acesso faz-se por agora através da equipa de Ads Solutions da OpenAI e de agências e parceiros tecnológicos. O self-service via Ads Manager fica prometido para “mais tarde, neste verão”, mas sem data ainda fechada.

O que muda na prática com o ChatGPT Ads?

A principal mudança é simples: alguns utilizadores do ChatGPT vão passar a ver anúncios durante a utilização da ferramenta. Mas, numa fase inicial, os anúncios só vão aparecer a utilizadores dos planos Free e Go. Quem paga Plus, Pro ou Enterprise continua a navegar sem publicidade, uma linha que a OpenAI tem mantido desde o início e que ajuda a vender a ideia de que os anúncios existem para financiar o acesso gratuito, não para monetizar toda a base de utilizadores.

Do lado do produto, a OpenAI diz ter reconstruído a plataforma do zero nestes seis meses. Já não estamos a falar de um anúncio simples colado ao fim de uma resposta. Há otimização de conversões, para além do CPM e do CPC tradicionais, para que os anunciantes possam apontar diretamente aos seus objetivos de negócio. Há segmentação geográfica e públicos personalizados, uma aproximação clara ao que já se faz no Google ou Meta. E há um conjunto de medição bem mais robusto do que aquilo que existia até aqui: o OpenAI Pixel, uma Conversions API e integrações com plataformas de medição de terceiros.

A OpenAI também não se cansa de repetir os seus princípios: as conversas mantêm-se privadas em relação aos anunciantes, os dados não são vendidos, os anúncios estão sempre identificados e separados das respostas e a publicidade não influencia o que o ChatGPT responde. Os utilizadores mantêm controlo sobre a personalização e podem sempre optar por um plano pago sem anúncios.

Porque é que a chegada do ChatGPT Ads interessa às marcas? 

O ChatGPT Ads chega numa altura em que cada vez mais gente usa a ferramenta não para procurar palavras-chave, mas para explicar objetivos. Planear uma viagem, escolher um software, comparar produtos, decidir uma compra. É um contexto de intenção alta, mais perto do momento de decisão do que uma pesquisa tradicional, e é exatamente aí que a OpenAI quer vender: os anúncios aparecem enquanto a pessoa já está a explorar opções, não como uma interrupção qualquer.

Segundo a OpenAI, “dezenas de milhares” de anunciantes já testaram o formato nos mercados onde este esteve disponível até agora. Com a chegada à Europa, e a Portugal em particular, isto deixa de ser um canal experimental lá longe para passar a ser algo que qualquer equipa de marketing local devia começar a acompanhar de perto.

O que recomendamos às marcas?

Não é preciso agir hoje. O self-service ainda não está disponível na Europa, por isso não há nada para configurar ou lançar esta semana. Ainda assim, vale a pena colocar o ChatGPT Ads no radar e começar a preparar a estratégia:

  • Acompanhar a evolução dos anúncios: perceber como aparecem dentro do ChatGPT e que formatos vão sendo testados; 
  • Identificar oportunidades para a marca: avaliar onde a pesquisa de alta intenção dos utilizadores pode cruzar com o funil e os objetivos de negócio;
  • Preparar a medição: antecipar a implementação do OpenAI Pixel e da Conversions API, que seguem uma lógica familiar para quem já trabalha com Google e Meta. 

 

No Adclick Goup vamos continuar a acompanhar esta expansão de perto, incluindo os detalhes sobre o acesso via Ads Solutions e parceiros, e a atualizar os nossos clientes assim que houver oportunidade real de teste em Portugal.

Autor do Artigo.
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Adclick Collective

Gostaste da teoria? Vamos à prática.

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